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Relatório e Contas 2025 aprovados por unanimidade
6 Março 2026
Recontas6mrco
Assembleia Representativa realizou-se a 6 de março, em Lisboa.


A Assembleia Representativa aprovou, por unanimidade, o Relatório e Contas relativo a 2025. Na reunião magna que decorreu, na tarde de 6 de março, no auditório António Domingues de Azevedo, participaram 83 representantes, um dos quais por meios telemáticos, enquanto outros dois fizeram-se representar.

Um dia depois de ter assinalado 8 anos na liderança nos destinos da Ordem, a bastonária regressou ao auditório, tendo aproveitado o ensejo para, após a exibição de um vídeo-resumo da sua gestão, fazer o balanço dos três mandatos aos comandos da instituição da Avenida Barbosa du Bocage. «Nestes 8 anos, cumprimos tudo aquilo que nos propusemos, excetuando apenas a questão do contabilista público, mas ainda não desistimos desse objetivo. Por isso, o sentimento só pode ser de orgulho e de dever cumprido.»

Paula Franco, fiel ao lema, «o céu é o limite e não existem impossíveis», destacou a «união da enorme família de contabilistas certificados, em todo o país», como principal legado do seu trabalho. Sobre as principais conquistas desde 2018, a bastonária destacaria: a lei da antecedência dos prazos fiscais, a criação do Dia do Contabilista, o justo impedimento, a formação online gratuita, o justo impedimento, a formação online gratuita, as férias fiscais, a criação de novos serviços aos membros, a defesa do EOCC e das competências reservadas.


Uma profissão em rejuvenescimento

Focando-se, seguidamente, no Relatório e Contas, Paula Franco começou por afirmar que «se lerem este documento, pela adesão à realidade, leem a nossa história ao longo do ano». Ou, por outras palavras, recorrendo a Jim Collins, investigador e referência mundial em crescimento sustentável, «a confiança nasce quando os números contam a mesma história que os valores.»

Ao nível das atividades, realçou que a Ordem tudo tem feito para prosseguir «o apoio incondicional aos membros» como forma de «melhorar a qualidade do serviço público prestado pelos profissionais, respeitando as leis e os princípios deontológicos», exemplificando com a reformulação do Sistema de Legislação do Contabilista Certificado (CCCLEX) e a nova plataforma de formação online (AFECC). 

O tema do rejuvenescimento da profissão não passou à margem da intervenção da responsável máxima da instituição. «Já ultrapassámos a barreira dos 72 mil membros e é um orgulho enorme ver a entrada de novos membros nesta casa», disse, elogiando o processo de admissão na Ordem. «O modelo escolhido foi o adequado, com cursos apelativos, mas a isenção de taxas também foi uma decisão determinante. Em suma, tivemos o mérito, e já agora também alguma sorte, de transformar o que podia ser uma bandalheira, num processo respeitado, que os próprios candidatos elogiam. Mas como se costuma ouvir dizer, a sorte dá muito trabalho.»

Na dimensão dos números, a bastonária destacou uma «gestão exigente do ponto de vista financeiro, tendo em vista a manutenção da sustentabilidade.» Paula Franco acrescentou que «a almofada financeira existente é bastante significativa», mesmo com a compra do imóvel contíguo ao auditório da Ordem, na Avenida Defensores de Chaves, que será uma sala multiusos, complementar a este espaço de formação no coração de Lisboa.

Após anunciar que o resultado líquido do período apresenta um valor positivo de 107,967,55 euros, a bastonária alertou ainda para o facto de «os gastos com os seguros terem aumentado desmesuradamente, com impacto significativo nas nossas contas. Mais de 10 por cento dos nossos rendimentos estão afetos aos seguros e já preenchem parte significativa das quotas dos membros.»

Novos órgãos fizeram o balanço

Para além do presidente do Conselho Fiscal, Sérgio Pontes, que evidenciou que «o relatório satisfaz todas as características qualitativas das demonstrações financeiras», usaram ainda da palavra para informações, pedidos de esclarecimento e análise ao Relatório e Contas os seguintes representantes: Carlos Sousa (Setúbal), Jorge Azevedo (Porto), Pedro Lima (Aveiro), António Nabo (Évora), João Figueiral (Viseu), António Caseiro (Leiria), Amâncio Antunes (Guarda), Ana Traquino (Setúbal), Carlos Nunes (Faro), José Alberto Pereira (Faro) e Armando Machado (Porto).

Antes do período da ordem do dia, ainda usaram da palavra, Mónica Mira d’ Andrade e Joana Barata Lopes, respetivamente, presidente do Conselho de Supervisão e Provedora dos Destinatários dos Serviços. As responsáveis dos novos órgãos surgidos com os novos estatutos apresentaram à reunião magna o trabalho desenvolvido durante o último ano e meio.

 

Documentação

Convocatória

Relatório e Contas 2025