A European Federation of Accountants and Auditors for SME’s (EFAA) realizou, a 21 de maio, em Dublin, República da Irlanda, a sua conferência anual cujo tema central foi «O fortalecimento das PME na Europa: o papel estratégico da profissão de contabilista.»
Ao longo do dia discutiu-se de que forma os contabilistas certificados, como profissionais qualificados de pequenas e médias empresas (PME), defendem a ética, possibilitam uma contribuição justa para o sistema financeiro e fornecem consultoria independente e de alta qualidade nas empresas para as quais trabalham.
O reconhecimento nas políticas da União Europeia (EU), a regulamentação proporcional e o investimento contínuo em educação/desenvolvimento profissional contínuo — incluindo competências em IA — são pré-requisitos para a competitividade e a implementação eficaz das prioridades da UE. Nesse sentido, é entendimento da EFAA que as organizações profissionais ligadas ao setor da Contabilidade são parceiras essenciais no apoio às PME e na oferta de formação, devendo ser reconhecidas como tal por parte dos decisores europeus.
A Ordem esteve representada nesta conferência por Carlos Menezes, membro do board da EFAA e presidente da Comissão de História da Contabilidade da Ordem, e por Nelson Ferreira, assessor da bastonária da OCC.
IESBA: «Proporcionalidade do Código IESBA»
No decurso desta conferência, que contou com a presença, como oradora, de Gabriela Figueiredo Dias, presidente do International Ethics Standards Board for Accountants (IESBA) foi apresentado, em primeira mão, o guia sobre a abordagem de proporcionalidade nas normas de ética e independência do Código IESBA. A publicação, intitulada «Proporcionalidade do Código IESBA», visa auxiliar todos os profissionais de contabilidade, especialmente os que desenvolvem a sua atividade junto das pequenas e médias empresas (PME), a compreender como o Código mantém um alto padrão ético universal, enquanto emprega mecanismos proporcionais incorporados na sua estrutura.
A publicação enfatiza que todos os profissionais de contabilidade devem respeitar os mesmos cinco princípios fundamentais: integridade, objetividade, competência profissional e diligência, confidencialidade e conduta profissional.
Com Nelson Ferreira como moderador do painel, Figueiredo Dias foi clara: «A ética é a nossa bússola. A proporcionalidade é a forma como caminhamos juntos.»
A presidente do IESBA revelou ainda que «a pergunta que mais ouvimos das PME não é se elas apoiam a ética, mas sim se o Código foi elaborado a pensar nelas. A resposta é “sim” – e esta publicação torna isso evidente», afirmou a presidente portuguesa. «A proporcionalidade não é um atalho. O Código estabelece um padrão ético universal e espera que os profissionais de contabilidade se apoiem nos seus mecanismos de proporcionalidade com discernimento ao aplicá-lo aos respetivos contextos», enfatizou ainda Gabriela Figueiredo Dias.